Seria trágico se não fosse cômico.

As doidas aventuras da menina bolha.

 

Por Anonelicious.

Escrito por A Ferida às 16h16


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Mario Quintana

Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

Mário Quintana

Escrito por A Ferida às 16h06


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Dia das mães!

Esse tem gostinho especial pra mim.

"Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos."

       E ele falou:

                     Vossos filhos não são vossos filhos.
                     São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
                     Vêm através de vós, mas não de vós.
                     E embora vivam convosco, não vos pertencem.
                     Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
                     Porque eles têm seus próprios pensamentos.
                     Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
                     Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
                     Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
                     Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
                     Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
                     Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
                     O Arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
                     Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
                     Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria:
                     Pois assim como Ele ama a flecha que voa,
                     Ama também o arco que permanece estável."

                                                                 (Gibran Kahlil Gibran - O Profeta)

 

Na minha opinião essa é a interpretação mais linda sobre a maternidade/paternidade: "Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas (...)Que vosso encurvamento na mão do Arqueiro seja vossa alegria"

Para todas as mamães do mundo um parabéns bem grandão!

 

Escrito por A Ferida às 10h24


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“Vou olhar em sua alma e amar-te ainda mais...”

 

 Como se fosse do nada feito, e do nada explodisse: aqui um mundo inteiro surgia. Banhado em ricos líquidos, silencioso crescia.

Sinais da sua existência em meio a caos nenhum, o fizeram ser notado.  Invisíveis, taciturnos, intangíveis.

Só um sentido que transcenda os Cinco saberia do que já é vivo. Eu soube, e só eu podia saber.  

Pois talvez ele mesmo viva sem saber. Sem entender porque foi chamado. Porque despontou da imensidão do universo e veio parar na miudeza de um corpo humano? (E quem o sabe? )

Seus limites, suas dependências (que nada tem de vicio, apenas de expectativa) estão unidos ás respostas que juntos teremos de procurar.  Pois não ás tenho, e pra ser sincera, muito pouco sei.

Contenhamos então o medo com a certeza do instinto: não é de conceitos que se multiplicam as coisas. É com instinto que se faz um ciclo infindável de vida.

Vida que existe e não se explica. Vida que não precisa de lógica porque é feita inteirinha de sentido. Sentido que eu tenho, e só eu poderia ter.

Tanto bem pode fazer algum mal?

E mesmo em prantos, fica no coração um sorriso perene... A ansiedade de um abraço que ainda não pode ser dado e o amor que só faz crescer...

Escrito por A Ferida às 00h22


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Isabella

"Sou uma gota d'água
Sou um grão de areia
Você me diz que seus pais
Não lhe entendem
Mas você não entende
seus pais..." (Legião Urbana - Pais e Filhos)

Não há como conter. Não há blog recentemente atualizado em que não se reconheça, ainda que ás vezes mínima, o impacto do fato de Isabella ter morrido, seja por uma citação, uma referência ou longas dissertações... A falecida menina e sua trágica história fizeram á grande massa coisa que não se esperava mais ver: Isabella nos tocou.

A mídia usou e abusou do nome da menina: divulgou meias verdades, algumas verdades inteiras e outras informações falsas que posteriormente foram desmentidas. Aproveitou-se do apelo público e da nossa comoção para nos vender a tragédia. Nós compramos com gosto e com razão a mercadoria que supriu interesses pessoais diferentes: compaixão, curiosidade por vezes mórbida e o imaginário popular.

Mas assim como o inferno de boas intenções está cheio, de más intenções também se faz o céu. A imprensa, por esse mês ao menos, largou de lado suas “picuinhas-oportunistas-politiqueiras” e botou na mesa o sentimento humano.

A "Isa" ficou íntima da gente. Nós acompanhamos sua morte, seu funeral, a tristeza de seus familiares. Em sua postumidade, através dos meios de comunicação, nós conhecemos sua vida, suas fotos, e até a escolinha onde ela estudou. Acompanhamos aflitos o desenrolar das investigações, e também aflitos, esperamos por respostas e por justiça.

Respostas e Justiça... Isabella morreu aos cinco anos de idade. Agredida, asfixiada e arremessada do sexto andar. 

Sem pretensão nenhuma de ser mártir, ela nos lembrou do quanto gostamos de respostas e justiça. 

Eu confesso, há tempos eu me recusava á pensar e a exigir de nossos governantes, e mesmo das pessoas de meu cotidiano o devido "feedback" das ações cometidas por eles ou terceiros. E acredito que grande parte da população andava assim: mergulhada nesse marasmo de conformismo, na preguiça do raciocínio... Deixando pra depois e o depois nunca chegando.

O caso Isabella me fez questionar meu entendimento de justiça. Afinal, o que eu, pessoalmente, entendia por essa palavrinha mágica? Á quem cabe essa justiça precedida de julgamentos? O quanto eu posso ou devo esperar por ela? O que eu posso fazer por ela?

Eis que encontrei todas essas respostas fuçando essa variedade de opiniões pessoais expostas em blogs, programas de TV e comentários em pontos de ônibus.

Quando soube da notícia, lembro de ter comentado minha indignação com meu namorado. Questionei as razões que um ser humano teria para atirar uma criança de uma janela, ainda que fosse do andar térreo. De que frieza seria dotado um ser humano que segura uma menina pelos braços, e depois a solta, sabendo que seu frágil corpo infantil com sua alma infantil, dali a milésimos de segundos cairiam de encontro ao chão, e que se isso não lhe causasse a morte, teria conseqüências tão ou mais graves que isso? “Como assim? Eu não jogo nem coisas da janela, porque coisas sendo arremessadas pelas janelas já me parecem frutos de atitudes desequilibradas e agressivas!” Foi este um dos meus primeiros raciocínios.

Aí, me surge como a luz no final de um túnel de inquietação, a mãe de Isabella. Também me lembro das suas palavras ao deixar a delegacia após prestar depoimento: “Não tenho nada á declarar. Que a justiça seja feita...” Muitos interpretaram a aparente calma da mãe da Isabella como efeito de remédios ou descaso com a morte da filha. Eu não. Eu vi ali alguém que realmente esperava pela justiça, e esperava porque nela acreditava.

A serenidade da mãe de Isa me contagiou. E eu passei a esperar também serenamente que a justiça fosse feita. Os motivos do crime se tornaram secundários: Havia uma morte, do que adiantaria satisfazer minha curiosidade mesquinha e minha indignação pessoal? Não são as minhas aflições que estão em jogo, é a resolução de um crime.

A mãe de Isabella pareceu entender tudo isso muito bem desde o inicio. Pronunciou-se apenas o necessário, pouco disse sobre o que sabia para não atrapalhar as investigações. Fez o que uma mãe faz: colocou seus sentimentos, sua agonia lá no final da lista de coisas á atender. Priorizou o bem estar de Isabella ainda esta já estando morta. Conteve-se em seu desespero para garantir que tudo corresse bem. A tristeza dela pouco importava: sua filha morrerá, e se algo ainda fazia sentido era colaborar e esperar a justiça ser feita.

A população em geral não conseguiu compartilhar da mesma nobreza de espírito. Atirou pedras nos suspeitos, literalmente. E entre tantas farpas de pouca racionalidade sobrou até pra “um mais do que inocente” pedreiro cujo “azar” foi trabalhar na casa de um dos Nardoni, e por engano ter sua roupa tomada como de Alexandre: Ele só estava no lugar errado, na hora errada. Da última vez que tive notícias dele, soube que em seu bairro o chamavam de assassino e que sua família não queria mais saber dele. Os olhos do pobre pedreiro encheram-se de lágrimas quando ele disse: “Minhas filhas não querem mais me ver”. Chorei com ele. A população, com toda sua comoção e sua sede de “justiça” cometia um erro, muito provavelmente irreversível: condenava um homem inocente.  

Mas que justiça é essa? Meu Deus, que justiça é essa? Isso que o povo anda clamando pelas ruas, com cartazes e pedras nas mãos, nada tem de justiça! Sedentos por justiça estamos sim... Sedentos, famintos e necessitados. Não confundamos isto com a nossa gula por vingança, por revanche, com a busca pelo alívio de nossas próprias frustrações, nossas próprias decepções sociais, nossa própria ansiedade...

Fosse assim, não precisaríamos mais da lei, de advogados, de juízes e policiais. Resolveríamos nós mesmos, á moda antiga, a invasão do outro ao nosso espaço. Sozinhos, irracionais e desesperados acusaríamos, julgaríamos, condenaríamos e por fim faríamos executar nossa sentença baseada unicamente em nossa raiva e angústia.

Escutei de um familiar meu: “eles (os acusados) serão presos, e vão morrer de tanto apanhar na cadeia”. Quem me disse isso, disse com prazer, como quem saboreia o prato da vingança. Mas com a irracionalidade de quem justifica um crime com outro crime. E que no fundo se acha superior ás leis, aos erros e aos outros.

Mas é claro que eu entendo: somos um povo cansado da impunidade e da violência. Somos todos parte da tripulação do mesmo barco furado. E eu, como disse no começo do texto, vi em Isabella uma mártir desprentesiosa, que nos acordou para os sentimentos humanos há muito esquecidos. Pena que junto á estes sentimentos, á essa vontade de ver as coisas acontecerem de uma vez por todas, tenham acordado também o egoísmo e a retaliação. Que tenhamos esquecido de pensar em Isabella para pensar em nossa revolta.

Como dizem: “demos um passo pra frente e dois pra trás”. Voltamos á exigir justiça, mas aos modos de talião.

Ante á isso, diferentemente de como encontro em relação á morte de Isabella, ainda não consegui vislumbrar perspectiva de solução.  Será que ninguém vê que o conceito “JUSTIÇA’ perde o sentido quando reivindicado por pessoas que praticam o seu oposto, injustiças?

E pra terminar, por mais que a minha vontade de dar opiniões pessoais mais detalhadas sobre o caso, culpados e inocentes, seja enorme, vou guardar pra mim. Até porque minha opinião sobre essas especificidades, acho eu, iria de encontro á da grande maioria. Nada acrescentaria. Mas pra polemizar vou deixar um link de um artigo publicado originalmente no site da UOL: http://blog.controversia.com.br/2008/04/09/como-a-justica-francesa-perdoou-uma-mulher-que-matou-a-sua-filha/.

 

Escrito por A Ferida às 01h04


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Juramento á Pátria que Nasce Aqui

         Enquanto, aquele que bate aqui dentro ainda que lento, manter em sua fronte inabalável de escudo, o brasão dos que acreditam na compaixão, não duvidarei de sua resistência e nem trairei seus princípios. Isto é o que ninguém sabe, eis aí o elemento surpresa, não busco armas pois quem nelas confia, mata. Não há honra e nem sentido em matar a própria humanidade, que é de todos, um bem comum. Só se extingue a guerra pelo amor, "e ao senhor de iludir, manda avisar que essa daqui tem muito mais amor pra dar"... 

Escrito por A Ferida às 15h35


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Cotidiano

“Saiu um, entra um” Era essa a lógica do local. Esperamos na fila até que uma mulher com sacolas, apressada,   deixou o ambiente. Entrei, e o velhinho que fazia o controle da entrada esticou o braço á sua frente . Você tinha sido barrado...

E eu pensei: “Que velho burro! Ele não viu que a gente é um só?”

Escrito por A Ferida às 00h09


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Pra desenhar...

Tentativas nem tão vãs assim, de se alcançar o pé esquerdo no degrau abaixo esperando que o direito tenha vontade de segui-lo.  Afinal, um passo a frente, ou para trás... Não é tudo o caminhar?  Não está tudo incluso no preço que se paga no final da viagem?

Escrito por A Ferida às 21h04


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Em partes

E é por isso que ando com passos firmes...

Porque um dia já fraquejei. E cai... e é verdade que os tombos nos fazem aprender a levantar.

E é por isso que não dou mais satisfações, e é por isso que parei de me justificar e pedir desculpas, e implorar perdões por pecados que não cometi.

É por isso que ando tão independente...

Por isso parei de chorar, quando percebi que o reflexo das minhas lágrimas era o único brilho em meus olhos que vc gostava de ver. E que omeu sorriso não bastava, e que vc queria menos do que eu queria te dar: eu queria me entregar inteira, mas vc só gostava da metade.

E por andar independente... peço que guarde vc tbm suas desculpas. ( as esfarrapadas, as indecentes e mesmo as sinceras).. Não me dê satisfações das suas vontades, e não me implore perdão já que eu não posso dar.

Não peça desculpas pelo que vc fez em sã consciência. E fique a vontade para se sentir culpado  e carregar esse peso em suas costas que eu já carreguei peso demais, se tem uma coisa que me vc me deve é calçar os meus sapatos por um dia que seja. Eu faço questão de cobrar. Fora isso estamos acertados... Tudo que vc quis eu te dei e  tudo que te dei foi pq eu quis, e gostava que assim fosse.  

Leva todas as boas lembranças, os presentes, os sonhos que agente pensava concretizar... mas me esquece, me erra,me deixa, que eu fico com que é meu por direito: eu mesma.

E como é bom saber que depois de tanto tempo escondida atrás dos seus cds no armário do corredor essa parte de mim que há muito andava por lá, perdida, acuada, suja de poeira, com medo de dar de cara com vc e te assustar, com medo que vc fosse embora e deixasse a outra parte de mim sozinha e ela tivesse que dar conta de ambas de novo,ainda existe e ainda é forte só precisou de uma sacudida pra se recompor!

Mas te digo: mesmo a parte carente, mesmo a parte que te amava, mesmo a parte que fazia questão de te servir... prefere ter novamente a outra metade:a metade livre, ametade forte, a metade independente do que continuar sendo só metade.

Afinal, se nunca pude me mostrar inteira pra você, foi porque nunca te amei por inteiro. E amor em pedaços não me satisfaz. 

Escrito por A Ferida às 01h49


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Eu estou com o coração na mão

Vê se enxerga uma alma em meu corpo,

Constrói tua casa em mim, faz de mim teu abrigo.

Põe mais vida e suor nessa pele

Que o mundo inteiro se arrepia quando estou contigo

 

 

Deixe eu me abster de ser sentimental

Deixe eu achar que tudo é banal

 

(Eu estou com o coração na mão.)

 

Deixe eu esquecer  que isso é amor.

Que eu deixo tudo pra depois que você for.

 

(Só vá embora quando eu acordar.)

 

 

Não me respeite mais do que o necessário

Só não me diga que só quer brincar.

Escreva uma oração pra mim

Uma oração que ninguém ouse rezar

 

 

Porque eu não sou santa não,

Mas eu tenho um coração,

 

(E estou com o coração na mão.)

 

Coloquei meu coração em suas mãos

Dei mais sentido pros meu sonhos vãos

 

(E agora eu sonho que não vou acordar...)

Escrito por A Ferida às 01h34


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Um texto de Paulo Roberto Gaefke

"Eu aposto na vida, mesmo diante das dificuldades, aposto no sorriso, na esperança de um novo dia, porque descobri o prazer de viver cada emoção, cada situação, sem me importar com o desafio, rasgando as entranhas diante da dor, vibrando a cada nova conquista...
Criei um pequeno jardim, no meu pequeno apartamento, plantei uma árvore na praça em frente, escrevo pequenas poesias que não mostro prá ninguém, mas, descobri a emoção de lê-las sozinho, e até chorar.
Eu aposto no valor da emoção, dos sentimentos, de pessoas que se buscam, se entrosam e se amam.
Eu aposto nas possibilidades, na amizade sincera, na beleza infinita da natureza, no brilho da lua, na justiça dos raios solares que não privilegia ninguém, na brisa que me levanta o ânimo, me dá certezas...
Eu aposto na vida, mesmo diante do maior problema, porque descobri que cada novo dia é uma folha em branco, onde posso escrever memórias, relembrar fatos e criar o futuro, futuro que rabisco com tintas coloridas, e que chamo carinhosamente de esperança..."

Escrito por A Ferida às 01h27


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Ainda sem título

"Por muito do pouco que eu vivi... Por muito que aprendi, e pelo infinito que ainda tenho a conhecer...

Pelos muitos sorrisos dados a quem merecia e a quem não.

Pelas poucas lagrimas derramadas e pelas muitas que deveriam cair e não caíram...

Por poucos amigos, alguns anjos, um herói um amor, muitos conhecidos (passageiros na presença, habitantes vitalícios do meu coração).

Inimigos? Nenhum...  Chamaria de “desamizade”.  Alguém um dia próximo, que agora só “não é mais...”.

 Poucos sonhos...  Realidade demais, e uma pontinha de fé no impossível pra não desistir de tentar.

Aquele tanto de pessoas que eu não esqueci... Aquele monte de Atos que tentei esquecer e desse monte, o pouco que consegui e o muito com os quais só posso me contentar em não pensar... Bastante de deslize... Esquecimentos rápidos, de compromissos sérios, informais... Ou comigo mesma... E pelo horário certo também... Não chegar atrasada, não ficar pra trás, não ser esquecida, não desaparecer...

Pelos nascimentos.Pelo roubo, pela morte, pela vida própria: de pessoas e de sentimento.

- o milagre da vida... O coração batendo forte com o primeiro olhar

- gente que leva gente, sentimentos surrupiados (alguma droga, algum choque uma vaga lembrança).

- o estático... A decepção

- pessoas não são maquinas, sentimentos também não.

 

*as possibilidades, a vida nova, o descanso*.

 

Tudo menos a falta!

 

 Eu agradeço, eu peço por tudo isso! Eu quero sentir a vida em sua totalidade... Mas renego a falta de um canto, de um porto onde me sinta segura. Daquele lugar silencioso que só encontro no teu colo... "

Escrito por A Ferida às 01h26


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Um pedido de expressão

E se eu dissesse a você,

Que ao tentar passar por aquele sentimento,

Não vi coisa alguma que merecesse ser registrado?

Que não pude lamentar ou comemorar nada,

Nem derramar lágrimas,

E nem sentir desejo de estar, ser ou fazer...

O que dirá de juntar palavras e rimar versos,

Só pra satisfazer um capricho seu.

Mas para que,

Não passe em batida minha alienação,

E como meu jeito de fotografar o mundo se revela em palavras:

Continuo não rimando,

E nem falo sobre o que você quer,

Mas traduzo no meu poema,

O Eu que só vive na contra mão.

Que não sabe nadar, mas já perdeu o medo de se afogar.

Afinal, não é necessária mais que isso,

Pois sensibilidade você tem por nós dois.  

Escrito por A Ferida às 01h23


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Da descoberta

Se não fossem os simples rascunhos dessa tentativa de me expressar.... Bom, sempre valorizei todas as formas de expressão, mesmo as rudes, as mal lapidadas, as silenciosas. Quero dizer que acho válido mesmo que desnecessária, e de direito mesmo que constrangedora.

De repente duvido de mim mesma, questiono se pode qualificar-se verdadeira ou justa a minha expressão: Doçura que naquela tarde traduzia-se ( nas entrelinhas)  em egoísmo. É, meu egoísmo é doce, puro, essência, mas não ingênuo, por vezes total malicia.

Na segurança em que eu queria te explicar que tinha medo (sempre medo), medo do tempo correr,  das pessoas chegarem, de vc sumir... acabei deixando de dizer o que era minha intenção lhe contar...

E nesses paradoxos, me expresso eu! Desvairada, sem juízo, sem culpa, e faceira da vida, mesmo sem assim querer.

E como se não bastassem todos os antagonismos dos meus sentimentos, descobri vc como um deles.

 

Escrito por A Ferida às 01h22


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Fonte

Não se preocupe se eu choro demais...

É meu coração exagerado que se aperta sozinho pra te botar mais aconchegado aqui nesse muquifo de desilusões.

E agora eu ando assim, vertendo doçuras. Escorrendo em singeleza. Derretendo em amor. Eu ando assim meio água mesmo... Batendo em pedra dura.

Eu tenho tido saudades até de mim. Saudades de quem eu sou quando tenho minha cabeça encostada no teu peito. Saudades dessa plenitude, dessa integridade. Dessa sensação de imortalidade. Longe de você sou tão efêmera... Aliás, hoje vejo com clareza a intensidade de minha ex-“efemeridade constante”...

Soou estranho não?  Mas era eu que, feita de prazeres breves, conversas breves, desabafos breves em parágrafos extensos e (ah meu Deus!) tantos homens e mulheres breves, me fiz intensamente passageira, e como se ainda não bastasse, sem rumo.

Ah claro, sempre derramei tempestades, queimei plantações...  Mas sempre fui chuva de verão e fogo de palha, deixei minhas marcas, mas nunca fiquei.

Por isso não se preocupe se eu choro demais, deixa esse rio que fez nascente dentro de mim, seguir seu curso, desaguar em você e ser perene, como deve ser o amor.

Escrito por A Ferida às 20h56


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BRASIL , Sul , CURITIBA , SANTO INACIO , Mulher , de 20 a 25 anos , Portuguese

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