As coisas que temo...
Meu mais sincero medo, é que as pessoas não tenham a oportunidade de saber o quanto amo a humanidade. O quanto venero cada gesto, do mais singelo e puro ao mais instintivo e cruel. Tenho medo que as pessoas não saibam quão lindo é o sorriso apaixonado ou o olhar magoado. Tenho medo que as pessoas não entendam que cada lágrima é um tesouro humano, só por ser dom exclusivo de quem é humano e toda dor é bendita por ser privilégio de quem está vivo.
Tenho medo de estar viva e não fazer o que acho que devo fazer. Tenho medo de morrer e não ter feito ninguém me escutar.
Tenho receio da dúvida das pessoas que amo quanto ao meu amor. Tenho medo de deixar apenas meias palavras, meias verdades e não ter sido inteira.
Me entristece ver as metades e a pobreza de espírito. Tenho vergonha dos olhares alheios ao que lhes é alheio. Tenho uma pena complacente dos julgamentos, porque são injustos só por serem baseados em leis inventadas por alguns homens. E também tenho uma resistência compreensível aos conceitos de moral, só por serem baseadas em regras estabelecidos por alguns homens.
Alguns homens nunca representarão a grandeza humana, com todas suas falhas, seus defeitos, sua tendência ao erro e sua poesia.
Das misérias humanas eu levo a poesia... A poesia de ser humano e miserável.
O miserável ser humano não me assusta.
Escrito por A Ferida às 10h17
Contanto que tudo seja recolocado em seu devido lugar, pode entrar e fazer bagunça...
Pode mexer na prataria, esconder os cristais, pode tirar os brinquedos da caixa e os livros da estante...
Não ligo se derrubar comida no tapete, se deixar a tampa do vaso aberta, ou jogar papel no chão.
Se quiser desarrume as camas, ou faça as camas, ou deite nas camas... use as camas como bem entender...
Troque os móveis de lugar, pinte as paredes, compre uma obra de arte para decorar...
Deixe as janelas abertas para que o temporal te faça companhia, e de vez em quando esqueça a porta aberta para que alguém por engano possa entrar...
As luzes podem ficar sempre acesas, ou você pode usar luz de velas... É meio escuro aqui de vez em quando... Mas se preferir caminhe cego pelos corredores...
Entra no meu coração com a passada insegura de um menino, e eu digo que pode ficar...
Mas por gentileza, ao se retirar, reponha as louças quebradas e tenha o cuidado de deixar tudo como encontrou...
Só deixe a roupa suja, que eu mesma lavo...
Escrito por A Ferida às 07h52