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Suicídio.
Vamos dar um viva ás pequenas reviravoltas cotidianas, ás falhas de caráter, aos revólveres apontados para as goelas suicidas, á vergonha da face amiga, ao abraço do inimigo... A incerteza da amizade...
Só porque faz bem vomitar todas as minhas mazelas na tela branca... Porque faz bem ouvir minha injustiça gritando com minha corrupção.
Já não sei se escrevo, ou deliro. Que febre é essa que arde tão dentro de um espaço que de repente parece vazio? Já não sei se falo pra você ou de você.
Não sei se te afirmo ou tento preencher esse lugar novo, deserto e feio que descobri aqui dentro. Beleza... Em que espelho esqueci, em qual deles se quebrou?
Falta-me espírito e presença, os teus e os meus. Faço uma oração á algum deus que me proteja da insanidade... Um deus que cometa a insanidade de me perdoar.
Sacrifiquei alguma coisa que morava em mim. A paz reinou lá fora, mas ainda há sangue escorrendo pelo chão. Espero o vermelho formar poças para que eu componha uma mórbida coleção de potes cheio dele... Para ver se salvo ao menos a memória, lacrada nesses vidros que guardo no congelador.
Não há dúvidas de que coisas se perderam, dentre elas meu juízo. Só não sei se isso foi antes ou depois de me perder.
Quem mata o outro dentro de si, morre um pouco também.
(Esculhambando tudo, só porque faz bem.)
Escrito por A Ferida às 14h21
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O amor corrompe...
Tenho dito.
E isso dói...
Escrito por A Ferida às 16h07
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Sem saber de onde vêm os beijos, não sei qual deles é o mais valioso. Se o da mãe que bota o filho para dormir, o do namorado fiel, ou daquele que faz pensar que não existe dor.
Quem alimenta meu egoísmo sacia a fome do bicho faminto pela vaidade que mora em mim.
Escrito por A Ferida às 16h39
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Você vai contra todos os meus princípios de mulher independente que aprendeu a beber como homem, pra sentar á mesa dos homens e sentir menos menina indefesa. Pisa em cima dos meus conceitos sobre a solidão e rasga todos os meus textos deprimentes sobre desesperança no amor.
Ao inferno a tal liberdade (o que me soa clichê como um pagode, eu odeio clichês, mas mesmo assim hoje me permito repeti-los), prefiro as algemas do teu ciúme que mesmo prendendo meus pulsos, o faz de forma tão suave que nem sinto. Nesses pulsos que guardam veias por onde corre sangue contaminado por uma substância desconhecida que o teu amor produz, que ouso descrever o efeito como a sensação mais próxima da paz que eu conheço.
Paz de espírito é deitar no seu colo e sentir que não existe lugar no mundo onde eu me encaixe tão bem, como se alguma fada, em uma época distante tivesse moldado seu corpo pensando mim, e tivesse me dado de presente o meu paraíso particular...
Vivo com o coração apertado por uma saudade e uma agonia constante em te ver , mas ao mesmo tempo ando com o coração leve, tranqüilo, e até meio alienado dos sentimentos por aqui sempre presentes: não há mais canto escuro que você não ilumine e eu posso ver tudo com uma clareza que nunca foi de hábito meu.
E se for pra falar do meu ciúmes, tão raro em alguém que costumava proclamar teorias sobre homens e amantes, segurança e autocontrole, passo dias só a declarar o cuidado que gostaria de ter com cada passo seu.
Realmente, você vai contra todos os meus princípios de mulher independente, e me mostra que o que basta para que eu não me sinta uma menina indefesa, é estar ao seu lado para me fazer mulher. E que mais do que independente, eu preciso é ser feliz.
Você me faz bem feliz.
Escrito por A Ferida às 18h33
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