Em partes

E é por isso que ando com passos firmes...

Porque um dia já fraquejei. E cai... e é verdade que os tombos nos fazem aprender a levantar.

E é por isso que não dou mais satisfações, e é por isso que parei de me justificar e pedir desculpas, e implorar perdões por pecados que não cometi.

É por isso que ando tão independente...

Por isso parei de chorar, quando percebi que o reflexo das minhas lágrimas era o único brilho em meus olhos que vc gostava de ver. E que omeu sorriso não bastava, e que vc queria menos do que eu queria te dar: eu queria me entregar inteira, mas vc só gostava da metade.

E por andar independente... peço que guarde vc tbm suas desculpas. ( as esfarrapadas, as indecentes e mesmo as sinceras).. Não me dê satisfações das suas vontades, e não me implore perdão já que eu não posso dar.

Não peça desculpas pelo que vc fez em sã consciência. E fique a vontade para se sentir culpado  e carregar esse peso em suas costas que eu já carreguei peso demais, se tem uma coisa que me vc me deve é calçar os meus sapatos por um dia que seja. Eu faço questão de cobrar. Fora isso estamos acertados... Tudo que vc quis eu te dei e  tudo que te dei foi pq eu quis, e gostava que assim fosse.  

Leva todas as boas lembranças, os presentes, os sonhos que agente pensava concretizar... mas me esquece, me erra,me deixa, que eu fico com que é meu por direito: eu mesma.

E como é bom saber que depois de tanto tempo escondida atrás dos seus cds no armário do corredor essa parte de mim que há muito andava por lá, perdida, acuada, suja de poeira, com medo de dar de cara com vc e te assustar, com medo que vc fosse embora e deixasse a outra parte de mim sozinha e ela tivesse que dar conta de ambas de novo,ainda existe e ainda é forte só precisou de uma sacudida pra se recompor!

Mas te digo: mesmo a parte carente, mesmo a parte que te amava, mesmo a parte que fazia questão de te servir... prefere ter novamente a outra metade:a metade livre, ametade forte, a metade independente do que continuar sendo só metade.

Afinal, se nunca pude me mostrar inteira pra você, foi porque nunca te amei por inteiro. E amor em pedaços não me satisfaz. 

Escrito por A Ferida às 01h49


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Eu estou com o coração na mão

Vê se enxerga uma alma em meu corpo,

Constrói tua casa em mim, faz de mim teu abrigo.

Põe mais vida e suor nessa pele

Que o mundo inteiro se arrepia quando estou contigo

 

 

Deixe eu me abster de ser sentimental

Deixe eu achar que tudo é banal

 

(Eu estou com o coração na mão.)

 

Deixe eu esquecer  que isso é amor.

Que eu deixo tudo pra depois que você for.

 

(Só vá embora quando eu acordar.)

 

 

Não me respeite mais do que o necessário

Só não me diga que só quer brincar.

Escreva uma oração pra mim

Uma oração que ninguém ouse rezar

 

 

Porque eu não sou santa não,

Mas eu tenho um coração,

 

(E estou com o coração na mão.)

 

Coloquei meu coração em suas mãos

Dei mais sentido pros meu sonhos vãos

 

(E agora eu sonho que não vou acordar...)

Escrito por A Ferida às 01h34


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Um texto de Paulo Roberto Gaefke

"Eu aposto na vida, mesmo diante das dificuldades, aposto no sorriso, na esperança de um novo dia, porque descobri o prazer de viver cada emoção, cada situação, sem me importar com o desafio, rasgando as entranhas diante da dor, vibrando a cada nova conquista...
Criei um pequeno jardim, no meu pequeno apartamento, plantei uma árvore na praça em frente, escrevo pequenas poesias que não mostro prá ninguém, mas, descobri a emoção de lê-las sozinho, e até chorar.
Eu aposto no valor da emoção, dos sentimentos, de pessoas que se buscam, se entrosam e se amam.
Eu aposto nas possibilidades, na amizade sincera, na beleza infinita da natureza, no brilho da lua, na justiça dos raios solares que não privilegia ninguém, na brisa que me levanta o ânimo, me dá certezas...
Eu aposto na vida, mesmo diante do maior problema, porque descobri que cada novo dia é uma folha em branco, onde posso escrever memórias, relembrar fatos e criar o futuro, futuro que rabisco com tintas coloridas, e que chamo carinhosamente de esperança..."

Escrito por A Ferida às 01h27


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Ainda sem título

"Por muito do pouco que eu vivi... Por muito que aprendi, e pelo infinito que ainda tenho a conhecer...

Pelos muitos sorrisos dados a quem merecia e a quem não.

Pelas poucas lagrimas derramadas e pelas muitas que deveriam cair e não caíram...

Por poucos amigos, alguns anjos, um herói um amor, muitos conhecidos (passageiros na presença, habitantes vitalícios do meu coração).

Inimigos? Nenhum...  Chamaria de “desamizade”.  Alguém um dia próximo, que agora só “não é mais...”.

 Poucos sonhos...  Realidade demais, e uma pontinha de fé no impossível pra não desistir de tentar.

Aquele tanto de pessoas que eu não esqueci... Aquele monte de Atos que tentei esquecer e desse monte, o pouco que consegui e o muito com os quais só posso me contentar em não pensar... Bastante de deslize... Esquecimentos rápidos, de compromissos sérios, informais... Ou comigo mesma... E pelo horário certo também... Não chegar atrasada, não ficar pra trás, não ser esquecida, não desaparecer...

Pelos nascimentos.Pelo roubo, pela morte, pela vida própria: de pessoas e de sentimento.

- o milagre da vida... O coração batendo forte com o primeiro olhar

- gente que leva gente, sentimentos surrupiados (alguma droga, algum choque uma vaga lembrança).

- o estático... A decepção

- pessoas não são maquinas, sentimentos também não.

 

*as possibilidades, a vida nova, o descanso*.

 

Tudo menos a falta!

 

 Eu agradeço, eu peço por tudo isso! Eu quero sentir a vida em sua totalidade... Mas renego a falta de um canto, de um porto onde me sinta segura. Daquele lugar silencioso que só encontro no teu colo... "

Escrito por A Ferida às 01h26


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Um pedido de expressão

E se eu dissesse a você,

Que ao tentar passar por aquele sentimento,

Não vi coisa alguma que merecesse ser registrado?

Que não pude lamentar ou comemorar nada,

Nem derramar lágrimas,

E nem sentir desejo de estar, ser ou fazer...

O que dirá de juntar palavras e rimar versos,

Só pra satisfazer um capricho seu.

Mas para que,

Não passe em batida minha alienação,

E como meu jeito de fotografar o mundo se revela em palavras:

Continuo não rimando,

E nem falo sobre o que você quer,

Mas traduzo no meu poema,

O Eu que só vive na contra mão.

Que não sabe nadar, mas já perdeu o medo de se afogar.

Afinal, não é necessária mais que isso,

Pois sensibilidade você tem por nós dois.  

Escrito por A Ferida às 01h23


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Da descoberta

Se não fossem os simples rascunhos dessa tentativa de me expressar.... Bom, sempre valorizei todas as formas de expressão, mesmo as rudes, as mal lapidadas, as silenciosas. Quero dizer que acho válido mesmo que desnecessária, e de direito mesmo que constrangedora.

De repente duvido de mim mesma, questiono se pode qualificar-se verdadeira ou justa a minha expressão: Doçura que naquela tarde traduzia-se ( nas entrelinhas)  em egoísmo. É, meu egoísmo é doce, puro, essência, mas não ingênuo, por vezes total malicia.

Na segurança em que eu queria te explicar que tinha medo (sempre medo), medo do tempo correr,  das pessoas chegarem, de vc sumir... acabei deixando de dizer o que era minha intenção lhe contar...

E nesses paradoxos, me expresso eu! Desvairada, sem juízo, sem culpa, e faceira da vida, mesmo sem assim querer.

E como se não bastassem todos os antagonismos dos meus sentimentos, descobri vc como um deles.

 

Escrito por A Ferida às 01h22


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BRASIL , Sul , CURITIBA , SANTO INACIO , Mulher , de 20 a 25 anos , Portuguese

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